segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Maleta Primeiros Socorros Nexcare

3M lança Kit Primeiros Socorros Nexcare

Agora uma única maleta reúne os itens fundamentais na hora de pequenos acidentes



Para agilizar o pronto-socorro na hora dos pequenos acidentes, a Divisão de Cuidados Pessoais da 3M do Brasil lança o Kit Primeiros Socorros Nexcare.

O conjunto consiste nos itens:
 - Curativo Comfort  – 08 unidades;
 - Compressa de gaze 100% algodão;
 - Esparadrapo Transparente – 25mm x 0,9m;
 - Spray Anti-séptico

Por ser um kit prático, fácil de transportar e guardar – devido ao formato compacto, é ideal para utilização em casa, no escritório, no carro, na escola, em viagens entre outros. Todos os itens são acondicionados em uma pequena maleta, elaborada em material resistente.

O Kit Primeiros Socorros é o primeiro de uma série de kits que a 3M pretende disponibilizar no mercado, todos relacionados a cuidados pessoais. Pode ser encontrado nas grandes redes de farmácias e supermercados de todo País, pelo preço sugerido de R$20,00.

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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Anasol - Protetor solar com tecnologia australiana

Muito além da proteção.



Se proteger contra os efeitos danosos causados pelo sol dever ser um cuidado diário. Por isso, passar um bom protetor solar antes de ir à praia e à piscina, ou mesmo ao sair na rua, é muito mais uma questão de saúde e não apenas de estética.
A Dahuer está disponibilizando um produto, que possui tecnologia australiana de proteção contra o sol. O Protetor solar Anasol fator 98, um dos mais altos no mercado, vem nas versões facial e corporal e protege a pele das radiações mais agressivas: a UVA e UVB, promovendo ultraproteção (99%/98%). A Anasol atende aos padrões australianos de proteção, desenvolvido para ser usado em todos os tipos de pele. Com textura leve e toque seco promove ação hidratante e antioxidante por conter na sua formulação aloe vera e vitamina E. Além disso, é hipoalergênico e o fator mais alto da marca, ideal para quem quer proteger a pele com segurança dos raios solares.


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Antibiótico

Tira-dúvidas
São perguntas e respostas, muitas vezes, surpreendentes
por Adriana Toledo




1. Pode tomar sem receita médica?
Não pode. Para começo de conversa, o antibiótico é o medicamento indicado quando você foi infectado por uma bactéria. E só um médico consegue apontar se determinado problema foi mesmo causado por uma bactéria ou se é conseqüência do ataque de vírus e outros microorganismos, contra os quais nenhum antibiótico fará o menor efeito. Sem contar que algumas bactérias sucumbem depressa a certos remédios, mas resistem a outros. Ou seja, a figura do médico também é importante para se chegar ao antibiótico ideal para cada caso. Para completar, há outras variáveis. Por exemplo: a duração do tratamento costuma variar conforme o órgão acometido. Mais um motivo para você ser bem orientado antes de engolir um remédio desses.

2. Pode o médico acertar na escolha do antibiótico só pelo olhar clínico, sem fazer nenhum outro exame?
Até pode. Um médico experiente consegue, muitas vezes, acertar na escolha da droga somente com base em uma boa avaliação, que inclui o exame físico, o relato dos sintomas, o histórico daquele indivíduo e as observações sobre seu estado de saúde geral. Mas, claro, ele sempre poderá solicitar exames complementares. Em casos assim, um antibiograma funciona como prova dos nove, testando a reação da bactéria causadora daquela infecção a diversos antibióticos. O resultado acusa que remédio seria o mais eficaz para derrotá-la.

3. Pode um antibiótico matar todo tipo de bactéria?
Não pode. Cada microorganismo é sensível a determinadas drogas e, ainda assim, para ser destruído vai exigir uma concentração e um período de tratamento específico. Moral da história: para cada bactéria, uma sentença.

4. Pode tomar antibiótico só como prevenção, logo nos primeiros sinais de uma dor de garganta, por exemplo?
Não pode. Se a dor de garganta estiver sendo causada por um vírus – aliás como na maioria dos casos de dor de garganta – engolir antibiótico será, no mínimo, ineficaz. Sem contar que o remédio usado indevidamente poderá abrir a brecha para a entrada de bactérias resistentes a medicamentos e bem perigosas. É a famosa história do tiro que sai pela culatra.

5. Pode demorar mais de 24 horas para o antibiótico proporcionar algum alívio nos sintomas de uma infecção?
Pode, sim. Alguns sintomas, como a febre, podem demorar até 72 horas para desaparecerem de vez. No entanto, é importante que, ao longo desse período, você já note pequenas melhoras, progressivas, na sensação de dor e mal-estar. Se nada está melhorando, volte a conversar com o médico.

Fonte Revista Saúde

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Alergia ao látex em profissional da saúde


A alergia ao látex mediada por IgE é uma entidade nosológica, cuja prevalência aumenta em todo o mundo. O uso de preservativo (camisinha), devido ao perigo de contaminação da AIDS, o aumento de materiais esportivos contendo látex e materiais de látex utilizados por profissionais da saúde, aumentam sua incidência.
O látex tem como principal alergeno o fator de alongamento da borracha (Hevb1). Existe antigenicidade cruzada com alimentos e pólen. É importante que os trabalhadores da área de saúde reconheçam a patologia, para que façam a prevenção e o diagnóstico.

INTRODUÇÃO:
O látex é um líquido leitoso da árvore Hevea Brasiliensis capaz de causar reações de hipersensibilidade do tipo 1 mediada por IgE e do tipo 4. A borracha natural (cis - 1,4 - poliísopreno).
A história da borracha comercial iniciou-se na Amazônia Brasileira, de onde foi levada para Londres por um botânico inglês Sir Henry Wckham em 1876. As sementes da nossa seringueira nativa foram semeadas no Herbarium Tripical de Kerw Gardens de Londres. Em 1877, foram levadas 22 sementes para Ceylon (atual Srilanka ) e para Singapura.
Após 40 anos ingleses na Malásia e holandeses na Indonésia reflorestaram grandes áreas com seringueiras. A colheita do látex é feita por meios de incisões oblíquas, em forma de V , no vértice coloca-se uma tijelinha, que é recolhida duas horas depois para que a seiva seja defumada. Esta ao coagular-se constitui a borracha. Durante a Segunda Guerra mundial, Charles Goodyear descobriu o processo de vulcanização da borracha, dando origem a borracha sintética.
Na literatura há divergência quanto ao ano em que foi descrito o primeiro caso de alergia ao látex, se em 1927 na Alemanha ou em 1979 por Nuter na Inglaterra.

EPIDEMIOLOGIA
A prevalência na França, na Finlândia, e nos E.U.A. é de 2,6% à 16,9%, enquanto no Brasil é desconhecida. Os grupos de risco para desenvolverem hipersensibilidade ao látex são: pacientes atópicos submetidos a várias cirurgias, trabalhadores na industria de borracha, esportistas, indivíduos expostos a meios de diagnósticos e terapêuticos, e profissionais da área de saúde.

PATOGENESE
Usam-se concentrados de látex na produção de adesivos, esponjas, forros de carpetes, luvas, balões, preservativos, brinquedos, elásticos, equipamentos esportivos, vestuários e utensílios médicos e dentários.
Através de métodos imunoquímicos e eletroforéticos estudaram-se duas preparações diferentes de látex uma com altas concentrações de amônia e outra sem amônia. A amônia é acrescentada na manufatura do látex para aumentar sua elasticidade. Light and Dennis, 1989, identificaram e caracterizaram a seqüência de aminoácidos do fator alongamento do látex, composto por 137 aminoácidos com pêso molecular de 14,6 Kd, que seria o principal alergeno.
A alergenicidade dos produtos do látex pode variar de acordo com o clone utilizado no cultivo e na manufatura do mesmo. Existe uma variação significativa entre o número e o tipo de proteínas do látex. Látex amoniacado possui menos peptídios do que látex não amoniacado.
Nos últimos anos demonstraram-se reações cruzadas entre látex e alimentos. Descreveram-se reações cruzadas com abacate, nozes, banana, mamão, melão, pêra, frutas cítricas, manga, maracujá, pêssego, kiwi, cereja, uva, tomate, cogumelo e frutas secas, abricó, amendoim, avelã e côco. Algumas raízes como batata, mandioca e cenoura, e também com pólen.
A exposição ao antígeno do látex pode ocorrer por via cutânea, percutânea, mucosa e parenteral.

QUADRO CLÍNICO:
Sinais e sintomas podem ser localizados ou generalizados. Consiste em urticária, angiodema, conjuntivite, rinite, asma e choque anafilático. O prurido inicial poderá ocorrer em cinco minutos após o contato com o produto do látex. As erupções cutâneas ocorrem após 60 minutos da remoção das luvas. A reação é geralmente localizada na região de contato.
Estima-se ser necessária uma exposição de 6 meses a 15 anos para o desenvolvimento da sensibilização com o antígeno do Látex.
Descreveram-se choque anafilático durante atos cirúrgicos. Choque anafilático com uso de preservativo. Após jogo de squash. Choque anafilático e angioedema com bexiga de soprar. Em cirurgia de reconstrução de anomalias genito-urinárias. Choque anafilático após episiorrafia com uso de luvas de látex.

DIAGNÓSTICO
Para um diagnóstico correto é necessário história clinica detalhada evidenciando doença atópica (asma, alergia alimentar, anafilaxia prévia, conjuntivite, urticária de contato ao látex).
Grupos de risco como: profissionais da área de saúde; pacientes com vários procedimentos cirúrgicos ou que necessitaram de vários procedimentos diagnósticos invasivos com materiais contendo látex; trabalhadores na indústria de látex, esportistas que usam materiais com látex e artistas que usam materiais com látex são passíveis de desenvolverem alergia ao látex.

MÉTODOS DE INVESTIGAÇÕES DIAGNÓSTICA:

Testes “in vivo”:
Testes de puntura com látex consideram-se positivos quando o diâmetro da pápula for igual ou superior a 3 mm.
Testes cutâneos intradérmicos dever-se-ão realizar quando há dúvida com testes de puntura.
Testes de contato com material contendo látex ( exemplo luvas ).

Testes “in vitro”: Identificar anticorpos IgE específico para látex:
Radioalergosorbent test ( Rast ).
Enzima imuno ensaio ( Elisa ).
outros testes “in vitro”: IgE Total, Westem Blot, Dosagem de IgG4, liberação da Histamina.

TRATAMENTO
Preventivo (materiais que contenham látex ). É muito difícil pois aproximadamente 40.000 produtos existentes no mercado contém proteínas do látex.
Os cirurgiões deverão usar luvas de Polímeros de Vinil, Polímeros de neoprene e Polímeros de estirene butadieno.
Os pacientes que tiveram choque anafilático, no contato com proteína do látex, deverão observar os seguintes cuidados:
Plaquetas ou pulseira de identificação com a observação: “sou alérgico a materiais que contenham látex”.
Caixa de emergência contendo epinefina ( solução milesimal ) de uso por via subcutânea, ou para auto injeção. Orientar o paciente a usá-la em caso de choque anafilático. Corticóide injetável e antihistamínico injetável.
Evitar alimentos: frutas: banana, nozes, abacate, pêssego, maracujá, mamão, amendoim, avelã, kiwi, abricó, frutas cítricas, cereja, côco, uva, pêra, melão, manga, e frutas secas.
outros: tomate, mandioca, batata, e cenoura; poléns.

RELATO DO CASO
S.N.R.G., 36 anos, feminina, branca, enfermeira.
Desde a infância rinite alérgica. Há 5 anos apresenta crises de angioedema labial, placas urticariformes (pápulas de vários tamanhos e formatos) pruriginosas pelo corpo, prurido nasal, opressão na garganta e dermatite de contato com prurido intenso, após colocar luvas cirúrgicas com talco. Melhora com uso de corticóides, anti-histamínicos e adrenalina injetável sub-cutânea.
Relata choque anafilático quando da intubação para cirurgia de lipoaspiração e plástica de mama. Nega alergia a preservativos de látex. Refere dermatite de contato com esparadrapo e bijuterias. Anteriormente submeteu-se a cirurgia de amígdalas, na infância, sem qualquer intercorrência. Teve um parto normal.

ANTECEDENTES FAMILIARES: História familiar de atopia.
Pai e filho: rinite alérgica. Irmão e filho: urticária por medicamentos.

EXAME FÍSICO: Rinite alérgica e dermatografismo.

TESTES ALÉRGICOS EPICUTÂNEOS:
PUNTURA:
Controle negativo : (soro fisiológico glicerinado) - negativo
Controle positivo : Histamina positivo
Blomia Tropicalis: positivo
Dermatophagóide Pterronissimus: positivo
Poeira Domiciliar: positivo
Morango, nozes, amendoim, côco e tomate: positivo
Testes de puntura com látex : positivo
Rast IgE específico para látex : 100 Ul/ml.
IgE Total: 240 UI/ ml.
Testes de provação com a luva de látex: urticária, angioedema labial com menos de 5 minutos; prurido intenso, sensação de coceira na garganta e dermatite de contato. Na ocasião medicação de urgência para choque anafilático.

TRATAMENTO:
Atualmente em tratamento de rinite alérgica. Usando luvas de polímeros sintéticos ( vinil ).
Recomenda-se dieta com exclusão dos alimentos que possuam reações cruzadas com látex.
Uso de material de urgência em caso de necessidade (choque anafilático), tipo adrenalina auto injetora, que o paciente deverá sempre portar.

CONCLUSÃO:
O látex é cada vez mais usado na medicina como por exemplo : cicatrizador de tecidos, implantes dentários, prótese dentária e etc.
A alergia ao látex é uma hipersensibilidade que afeta os trabalhadores na área de saúde, os pacientes que tenham várias cirurgias e procedimentos diagnósticos, bem como os esportistas e os artistas.
É necessário que os médicos em geral tenham conhecimento desta patologia, para melhor orientar seus pacientes, bem como reconhece-la e efetuar o diagnóstico correto e prevenir um choque anafilático.

Fonte: Ministério da Saúde

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Camisinha em forma de cartão é a primeira antialérgica do Brasil

O preservativo tem um terço da espessura dos tradicionais, empresa anuncia que proporciona mais prazer.


 
Meninos celebrem: foi lançada a camisinha Unique, com um terço da espessura e três vezes a resistência das tradicionais. E meninas, também podem comemorar: ela é a primeira antialérgica do mercado nacional e não é feita de látex. Até 6% da população sofre de alergias quando buscam o sexo seguro.
Segundo a empresa, o produto também intensifica o prazer e diminui as desculpas para evitar o preservativo. A camisinha já tem a aprovação da ANVISA.

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Fonte: por Redação Galileu

domingo, 22 de agosto de 2010

Cálculos Biliares - Dr. Francisco José Salfer do Amaral




Entrevista sobre Cálculos Biliares com Dr. Francisco José Salfer do Amaral


ALEX: Cálculos biliares são uma espécie de pedra que se forma na vesícula biliar. Os sintomas demoram a aparecer, por isso, é preciso ficar atento aos sinais do corpo. O programa Receita de Saúde de hoje convidou o doutor Francisco José Salfer do Amaral, que é gastroenterologista, para conversar conosco sobre cálculos biliares. Doutor, bom dia! Quais são as pessoas que tem mais chances de terem cálculos biliares?
Dr. FRANCISCO: No mundo ocidental, a grande incidência do cálculo biliar se deve, principalmente, à dieta ocidental, que é uma dieta baseada em gorduras. Os pacientes ou as pessoas que têm mais predisposição são aquelas na faixa etária a partir dos 40 anos de idade, mulheres (a grande maioria é de mulheres) e obesas que tiveram inclusive, multigestações.

ALEX: Doutor, estamos falando sobre cálculos biliares, mas talvez haja muita gente que não saiba o que eles são. O senhor pode nos explicar o que são os cálculos biliares?
Dr. FRANCISCO: Cálculo é sinônimo de pedra, então nós podemos ter pedras nos rins, e podemos ter pedrinhas dentro da vesícula, que chamam-se cálculos biliares.

ALEX: A vesícula fica em que parte do corpo e para quê ela serve?
Dr. FRANCISCO: A bílis (secreção que auxilia a decomposição da gordura no intestino) é produzida pelo fígado, então a vesícula biliar fica abaixo do fígado, mais precisamente, abaixo da costela. Quando a gente pega a última costela direita ela fica, basicamente, naquela região abaixo do fígado. A vesícula é um órgão acessório e serve para armazenar a bílis e ela liga com um canalzinho, o fígado ao intestino. Uma parte da bílis, quando nós temos uma necessidade maior por uma alimentação mais gordurosa, a vesícula libera essa bílis concentrada para fazer a complementação da digestão.

ALEX: Como surgem os cálculos biliares no organismo da pessoa?
Dr. FRANCISCO: Já que a função da vesícula é concentrar e armazenar essa bílis, acontece o que a gente chama de bílis lutogênica, ou seja, uma bílis que já é predisposta e vem rica em colesterol (uma das composições da bílis é o colesterol, além dos sais, sódio e outras espécies de cálcio). A bílis sendo demasiadamente seca, ela pode agregar esse colesterol que está dentro da bílis dissolvido em forma líquida e pode se agregar em micro cristais ou micro partículas que vão se juntando e formando pedras resistentes.

ALEX: Quer dizer que seria uma gordura que vai se cristalizando?
Dr. FRANCISCO: Exatamente. Pelo excesso de concentração da bílis e por essa bílis estar desequilibrada, ela está rica em colesterol e não está nos percentuais adequados.

ALEX: O que uma pessoa que tem cálculo biliar sente?
Dr. FRANCISCO: Uma grande parte da população fica sem saber que teve cálculo biliar a vida inteira e, às vezes, morre sem saber se teve a doença. Ou, o paciente vai fazer um outro exame por um motivo qualquer e se acha o cálculo, embora ele nunca tenha sentido nada. Então uma grande parte da população nunca vai sentir nada, mas existe um percentual que começa a ter os sintomas. Como a bílis é necessária para que haja uma boa digestão, quando houver necessidade da vesícula ser acionada para que essa bílis vá para o intestino, a pessoa vai começar a apresentar os sintomas porque ali tem cálculo. Então os cálculos vão começar a se movimentar devido a contração da vesícula e entopem os canaizinhos e aí começa-se a ter dor e dor em forte intensidade. A dor é comparável a da cólica renal e até mesmo a dor de um parto e é muito intensa nessa região abaixo da costela, que pode irradiar para as costas e para a região posterior da escápula, inclusive.

ALEX: Mas é possível a pessoa ter cálculo biliar sem essa dor?
Dr. FRANCISCO: A grande parte. Mais de 50%

ALEX: E nesse caso não há um problema para o organismo da pessoa?
Dr. FRANCISCO: Não há nenhum problema, mas eu sempre costumo colocar para os meus pacientes que, quem tem cálculo na vesícula tem uma bomba-relógio, pois ele pode desenvolver subitamente, sem que ele imagine, por uma refeição. E o pior é que se ele estiver longe de um centro médico ele pode sofrer várias conseqüências por falta da assistência imediata. Se o paciente não tem, ele começa com uma dor intensa nesse local do abdômen e ele não consegue suportar a dor, precisando ser atendido numa emergência médica. Tem casos em que o paciente vem procurar o atendimento, numa consulta de rotina, porque embora eles não tenham dores fortes, quando comem uma gordura ou um alimento mais pesado, isso causa um desconforto nessa região do hipocôndrio direito e apresentam enjôo quando comem e até vômito. Nesses casos, os pacientes são examinados numa clínica por um médico especializado.

ALEX: Quando a pessoa não sente dor e ela tem o cálculo biliar, como o médico faz o diagnóstico desse problema?
Dr. FRANCISCO: Se ele não tiver dor, ou seja, for assintomático, dificilmente a gente vai pensar que ele tem a doença, então seria um achado. Mas geralmente esse paciente que tem o cálculo, a gente chama de dispéptico, ou seja, ele tem uma dispepsia. O termo dispepsia na gastroentenrologia, é um termo que engloba a má digestão. Então vai desde um mal-estar no abdômen até uma distensão ou estufamento do abdômen, uma cólica discreta e vários outros sintomas. Nesse caso, o paciente vai ser investigado e geralmente a gente pede uma ultra-sonografia, que é um exame preciso para isso e que faz o diagnóstico de pedra na vesícula. Geralmente os pacientes que têm cálculo biliar, um grande percentual tem também doenças gástricas relacionadas como gastrite e principalmente, a doença do refluxo ou uma hérnia associada. Então quase que simultaneamente nós fazemos uma endoscopia digestiva com uma ultra-sonografia. Esses dois exames vão nos dar exatamente qual o problema do paciente.

ALEX: Como se faz o tratamento para o cálculo biliar?
Dr. FRANCISCO: Temos que observar dois pontos: o quadro agudo do paciente, ou seja, se ele entra numa emergência médica com dores intensas e se diagnostica cálculo biliar. Se a vesícula já inflamou, porque quando ele entra num caso desses, geralmente a vesícula já está inflamada e o cálculo promoveu uma irritação na parede da vesícula e ela inflamou. Nesse caso, é necessário uma cirurgia de urgência para retirar a vesícula. Nos casos em que o paciente vem tendo crises, mas são crises em que o paciente consegue suportar, às vezes, ele prefere levar isso adiante, mas em todos esses casos o paciente tem indicação cirúrgica. O tratamento da pedra na vesícula é a cirurgia. O tratamento clínico é um tratamento de seção, ou seja, ele é paliativo e o paciente corre o risco de sofrer uma complicação. E a complicação muitas vezes é severa, porque além dessa inflamação que pode acontecer na vesícula, o cálculo pode se deslocar da vesícula e entrar no canal da vesícula, entupindo assim, lá embaixo, onde sai no intestino. Então ele pode ter pancreatite que são complicações graves no pâncreas, ele fica com o olho amarelo, tem calafrios resultantes de uma colangite, que é uma inflamação nesse canalzinho e que tem alto grau de mortalidade. É uma doença até potencialmente fatal quando complica. Se o paciente começa a ter crises e já tem uma qualidade de vida diminuída, o melhor é ele fazer uma cirurgia.

ALEX: Doutor, no caso da cirurgia. Qual é o tipo de cirurgia e como ela é feita?
Dr. FRANCISCO: A partir de 1990 se instituiu a cirurgia labaroscópica e ela revolucionou não só o tratamento das cirurgias em geral, mas principalmente da vesícula. É uma cirurgia que antes era realizada aberta, com riscos e com dor, uma internação enorme de tempo e com complicações pós-operatórias. Agora o paciente faz a cirurgia em um dia e no outro já está em casa, quase que sem dor. Se tira a vesícula, ela não fica porque ela está doente, e o paciente vive muito bem sem a vesícula. Atualmente a cirurgia dá mais segurança, menos dor e ela ficou muito mais econômica em relação aos convênios em função do tempo menor de internação e os outros fatores já mencionados.

ALEX: Quando a pessoa fica sem vesícula, a alimentação dela deve mudar?
Dr. FRANCISCO: Não. 50% da bílis já passa direto para o intestino e já faz a digestão lá mesmo. Retirando a vesícula, eu vou desviar toda essa bílis para o intestino, misturando-se ao bolo alimentar. Antes, quando o paciente está doente, com pedra na vesícula, aí sim ele precisa fazer dieta e evitar gordura porque ele vai ter crises severas se não o fizer. Mas após a retirada da vesícula e do cálculo biliar ele está curado e não há restrição alguma, ou seja, ele volta completamente à vida normal.

ALEX: Depois que a pessoa tira a vesícula, com o passar do tempo, ela tem algum tipo de crise ou dor, ou isso não acontece mais?
Dr. FRANCISCO: Isso não acontece mais.

ALEX: Doutor, é possível prevenir o aparecimento de cálculos biliares?
Dr. FRANCISCO: Não tem o que fazer. Se for para ter, ele terá.

ALEX: O nosso convidado de hoje foi o doutor Francisco José Salfer do Amaral, que é gastroenterologista. O doutor Francisco nos falou sobre cálculos biliares. Muito obrigado pela sua participação aqui no nosso programa! O programa Receita de Saúde fica por aqui. Voltaremos amanhã com mais um tema de saúde que vai interessar a você. Até lá!




Fonte: Receita de Saúde

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Escova dental é a melhor criação de todos os tempos


 O resultado da pesquisa divulgada em janeiro de 2007 pelo Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT) - nos Estados Unidos - é surpreendente! Os pesquisadores apresentaram uma lista de cinco invenções, para que os entrevistados indicassem qual é a mais importante. Em primeiro lugar, quem diria, ficou um dos inventos mais simples da história: a escova de dentes!
A escova ficou adiante do automóvel, do computador, do celular e do micro-ondas, demais itens apresentados na pesquisa que utilizou a forma induzida para ouvir as pessoas.
Um porta-voz do instituto disse que a pesquisa prova que as coisas simples são mais importantes.
A primeira escova da história - feita com pêlos de porco, teria sido inventada há 505 anos por um imperador chinês.
Em uma pesquisa informal, o Fantástico da Rede Globo de TV ouviu brasileiros em cinco cidades. São Paulo, Curitiba, São Luiz, Cuiabá, e Juiz de Fora. O resultado também surpreendeu. Confirmando a pesquisa americana, a escova de dentes surgiu em primeiro lugar, com 39% dos votos da pesquisa.

Fonte: www.apcdpiracicaba.org.br

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Açúcar e Adoçantes – Aprenda um pouco mais sobre eles

Há crescente evidências que açúcar refinado contribui para cáries, obesidade, deficiências nutricionais e hipoglicemia. Açúcar tende a aumentar os níveis de colesterol e diminuir os níveis de HDL e parece ter um papel no desenvolvimento de Diabetes. Além disso , o açúcar proporciona o crescimento de fungos no nosso organismo, o que leva a conseqüências sistêmicas importantes.
Ele proporciona calorias vazias (não-nutritivas); durante o processo de refinamento, o açúcar perde todas as suas vitaminas e minerais, mas ele precisa muito desses nutrientes perdidos para ser metabolizado.



O açúcar refinado afeta as pessoas de maneira diferente e pode ser responsável por uma variedade de queixas crônicas. Se você evita seu uso por apenas 2-3 semanas, é incrível notar que muitos sintomas crônicos desaparecerão. Níveis de energia e dores articulares, musculares poderão melhorar, dores de cabeça podem desaparecer, o sono ganha mais qualidade, e problemas gastrintestinais podem ser facilmente eliminados.

E o que mais assusta é no que diz respeito ao consumo mundial de açúcar, que tem crescido acintosamente, principalmente porque as indústrias de alimentos tentam mascarar o total de açúcar refinado em seus produtos por meio de uma variedade de açúcares adicionados com nomes diferentes. Alguns açúcares que são comumente utilizados são: xarope de milho rico em frutose, dextrose, mel, glicose, sacarose, sorbitol. Sendo assim, a grande maioria da população brasileira consome muito açúcar, e grande parte deste consumo vem da ingestão de alimentos industrializados e não do açúcar de mesa propriamente dito.

O sabor doce agrada muitos, mas é importante saber que há boas e más escolhas. Substituir o açúcar refinado por adoçantes nem sempre é uma boa escolha. Existem estudos que mostram a relação de alguns adoçantes (como aspartame, ciclamato, sacarina, sucralose) com o risco aumentado de câncer, toxicidade para o cérebro, problemas na tireóide, dentre outras complicações. Dentre os adoçantes, stevia e xilitol são as melhores opções. Dentre os açúcares, o açúcar orgânico e o mascavo, além de alguns xaropes extraídos de frutas e cereais que também são mais naturais. Porém, tome cuidado com alimentos ricos em xarope de milho, que está associado com o desenvolvimento de síndrome metabólica pelo seu alto teor de frutose. O xarope de milho é comumente adicionado em refrigerantes.
Os adoçantes dietéticos, também chamados de edulcorantes, são substância que apresentam um poder adoçante muito superior ao da sacarose (açúcar refinado) e, por isso, eles são utilizados em quantidades bem menores se comparado ao açúcar de mesa.
Os edulcorantes possuem duas classificações:

Naturais: frutose, sorbitol, manitol e esteovídeo
Artificiais ou sintéticos: aspartame, ciclamato, sacarina, acessulfame-K, sucralose

Dicas para diminuir o açúcar em sua vida:
1. Os ingredientes estão listados nas embalagens por peso em ordem decrescente. Por isso, escolha sempre os produtos que apresentam o açúcar refinado ou similares no final da lista de ingredientes. Se eles aparecem no inicio da lista é melhor evitar
2. Escolha os produtos para adoçar de origem natural, respeitando seu organismo, como: açúcar mascavo, açúcar orgânico, stevia, FOS ou xilitol
3. Quando estiver com muita vontade de comer doces, escolha uma fruta fresca para comer, pois seu açúcar não prejudica nosso organismo, alem de não ser um alimento rico em calorias vazias. As frutas contêm fibras, polifenóis (antioxidantes), vitaminas e minerais.
4. Outra dica interessante é se acostumar com o sabor natural dos alimentos; não adicione açúcar e aprenda a degustar e saborear os alimentos como foram confeccionados pela natureza. Verá que todos os sabores são interessantes. Não apenas o sabor doce.

Fonte

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Gel Dental Sem Flúor Cocoricó

O nascimento dos primeiros dentinhos na criança merece atenção especial. O Excesso de Flúor nessa fase pode levar à fluorose dental, uma anomalia que ocorre durante a formação dos dentes e afeta sua estrutura, produzindo manchas brancas ou marrons e perdas minerais.

Turma Cocoricó
A vida na roça é bem divertida. Júlio e sua turma brincam na Fazenda Cocoricó onde animais e natureza são um prato cheio para soltar a imaginação.




Pensando nisso a Bitufo elaborou com o apoio de odontopediatras o Gel Dental Cocoricó Sem Flúor, especial para crianças até os 5 anos de idade. 
O Gel Cocoricó Sem Flúor possui Xilitol em sua fórmula, que previne a formação das cáries de forma segura, não contém flúor nem corantes, faz pouca espuma e tem baixa abrasividade, para combater os germes causadores da placa bacteriana sem agredir o esmalte dos dentes.

O Gel Cocoricó Sem Flúor está disponível em 3 deliciosos sabores: Morango, Tutti-Frutti e Frutas Tropicais.



Indicação:
Indicado para a higiene bucal diária de crianças até 5 anos de idade.
Recomendação:
A escovação deve ser realizada por um adulto. Conheça também a escova Baby Care e Primeiro dentinho.
Advertências:
Não ingerir. Manter fora do alcance de crianças. Conservar o produto ao abrigo da luz e do calor.

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Por que mexemos a cabeça para dizer "sim" e "não"?

Não se sabe bem o motivo de esses gestos serem assim. Mas é certo que tudo está ligado aos processos evolutivos de cada espécie, que determinam os tipos de comportamento e gesticulações. Até os animais desenvolvem e utilizam códigos para se expressar. "Aliado a isso, existem fatores culturais, que acabam diferenciando ou invertendo esses movimentos. Desde quando nascemos, aprendemos esses gestos observando nossos pais e outras pessoas", explica Esdras Vasconcellos, professor de psicologia da Universidade de São Paulo. Ou seja, a maneira de gesticular é diferente em algumas regiões, porque vai de acordo com particularidades e com a cultura de cada país.





DIGA SIM, DIGA NÃO

Alguns gestos podem parecer universais, mas sempre existem aqueles que fogem à regra. Saiba como afirmar e negar em algumas regiões do mundo

NÃO
PARA CIMA E PARA BAIXO
Em alguns países os gestos de sim e não são o contrário do que estamos acostumados. Para dizer que não, eles mexem a cabeça para cima e para baixo. Isso acontece na Bulgária e em algumas regiões do Japão, da Grécia, da Itália e do Irã. Na Turquia o gesto é semelhante, mas ao negar eles também fazem um barulho com a boca

SIM
VIRANDO A CABEÇA PARA OS LADOS
Nas regiões onde dizer "não" parece um "sim", o gesto para a afirmação também é invertido. Então, se quiser concordar com alguém, vire a cabeça para os lados, como se estivesse negando

SIM
TOMBANDO A CABEÇA
Para dizer que "sim" na Índia, é bem diferente. As pessoas fazem um rápido movimento tombando a cabeça para os lados. Para fazer isso, eles mantêm os ombros parados e inclinam a cabeça uma vez ou mais para concordar 


SIM
ERGUENDO AS SOBRANCELHAS
É assim nas Filipinas. As pessoas erguem as sobrancelhas como sinal de acordo

Fonte





terça-feira, 17 de agosto de 2010

Existe mau hálito proveniente do estômago?



Estômago
O Brasil é um dos poucos países do mundo onde ainda se fala em mau hálito proveniente do estômago. Com raríssimas exceções, como por exemplo: quando se tem uma eructação gástrica (arroto) ou quando se tem refluxo(hérnia de hiato). Porém normalmente os portadores de Halitose tem mau hálito e nem estão arrotando e nem tem refluxo gastroesofágico. Há muitos anos atrás,um dos mais antigos pesquisadores de halitose, Dr. Joseph Tonzetich, em uma de suas das pesquisas realizadas no Canadá provou que o hálito não vinha do estômago. Ele fez uma pasta de alho, colocou no pé do paciente e após alguns minutos o paciente estava eliminando odor de alho pela boca. Com isso, ele provou que o odor vem para o hálito pelo sangue e escapa pelo pulmão, e que nem ao menos passou pelo estômago para que isso ocorresse.Nós temos 3 mecanismos de segurança que impede que os gases do estômago retornem para cavidade oral, são eles:
• diferença de pressão entre tórax e abdome;
• movimentos peristálticos;
• válvulas na região do esfíncter gástrico


Se o mau hálito tivesse origem no estômago, quando bebêssemos leite teríamos o cheiro de leite azedo no hálito, se comêssemos peixe, teríamos hálito de peixe podre e assim sucessivamente. No entanto o que se constata é que na grande maioria dos casos os odores da boca são : Enxofre, em mais de 90% dos casos, cetônico, cheiro de urina, fezes e rato.

Fonte: Kolbe

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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Tenha qualidade de vida. Cuide do seu intestino!

Resumo do Trabalho de Avaliação do Uso de Simbióticos em Pacientes Hospitalizados



A equipe de Nutricionistas do Serviço de Nutrição e Dietética do Hospital Geral de Taipas, da Coordenadoria de Serviços de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, juntamente com a equipe de estagiárias de Nutrição da Faculdade Uninove, desenvolveu um protocolo com 30 (trinta) pacientes que apresentaram diarréia e obstipação intestinal, os quais receberam suplemento simbiótico, uma vez ao dia ,associado à dieta específica a cada tipo de patologia apresentada.
O estudo foi realizado no período de maio a junho de 2006, e os resultados demonstraram que 50% dos pacientes com diarréia apresentaram melhora no primeiro dia após o uso do suplemento e os outros 50% apresentaram melhora no quadro no segundo dia de utilização do produto.
Em relação aos pacientes com obstipação intestinal, 90% evacuaram em algumas horas após o uso e 10% evacuaram um dia após o uso do produto.
Neste estudo, constatou-se os efeitos benéficos do uso do suplemento simbiótico, promovendo o reequilíbrio da flora intestinal e consequentemente melhora significativa da saúde dos pacientes.

Silvana Toledo de Alvarenga
Direção Técnica do Serviço de Nutrição e Dietética
Hospital Geral de Taipas
 
Veja resumo. clique aqui.

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Indicado para casos de constipação e diarréia.

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Biossegurança é proteção para profissional e paciente

É indiscutível a necessidade de zelar pela própria saúde, e a cada momento a preocupação torna-se uma alternativa de preservação da vida, diante das inúmeros moléstias infecciosas em circulação no mundo. Preocupados com isto, os profissionais da área odontológica têm trabalhado no sentido de conscientizar não só os dentistas, mas também os usuários dos serviços de odontologia, da importância de freqüentar ambientes onde a biossegurança - caracterizada por um conjunto de normas e procedimentos considerados seguros e adequados à manutenção da saúde em atividades de risco - seja uma realidade. O assunto ocupa todas as classes médicas e serviços de saúde de qualidade, e é hoje uma preocupação mundial. De acordo com a biomédica paulista Lusiane Camilo Borges, consultora em biossegurança, microbiologista e cirurgiã-dentista, é preciso estar atento ao alto risco de contaminação a que estão expostos profissionais de todas as áreas. “Não se pode fechar os olhos para as hepatites viróticas, especialmente as dos tipos B e C”, diz ela.




"Precisamos multiplicar essa idéia de controle de infecção e biossegurança na clínica odontológica e as APCDs são o melhor caminho “, reforça Lusiane. A especialista afirma que no mundo já foram notificados 170 milhões de infectados pelo vírus da hepatite C e meio bilhão pelo vírus da hepatite B, sendo que 350 milhões são portadores crônicos. No Brasil, 4 milhões de pessoas são portadoras da Hepatite tipo C, considerada a doença do terceiro milênio, cuja vacina até agora não se descobriu, em função da complexidade imunológica. Somam-se a estes números os casos de contaminações por HIV, uma realidade desde a década de 80, época em que os cirurgiões-dentistas começaram a refletir mais sobre os riscos de contaminação em serviço. Mas a preocupação, hoje, não se restringe apenas aos profissionais. Os próprios pacientes já pré-selecionam os consultórios e serviços médicos a partir das condições de higiene e limpeza.

A analista de sistemas Luíza Andrade Marinho, 32 anos, explica que não daria continuidade a um tratamento odontológico se não estivesse completamente ciente da qualidade e da aplicabilidade dos cuidados básicos para evitar a contaminação por meio de equipamentos ou mesmo do próprio profissional. “Imagina se vou deixar o dentista colocar um aparelho daqueles na minha boca sem antes ser esterilizado. Morro de medo de doenças, por isso, mesmo ao falar comigo, o dentista já tem de estar de máscara e luvas, do contrário, peço licença e não volto”, afirma. Segundo Lusiane Borges, que é diretora científica da APCD de Santo Amaro, a atividade do cirurgião-dentista expõe seus pacientes, sua equipe, ele próprio e seus familiares a um universo microbiano altamente agressivo. Apesar de expor essas pessoas a sérios riscos de contágio de doenças graves, grande parte dos profissionais ainda mostra-se resistente à adoção de medidas de controle de infecção.




Para o cirurgião-dentista Sílvio Henrique Hueb da Silva, presidente da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas de Rio Preto, o profissional que se opõe às normas de segurança não é digno da profissão que exerce. “Não se pode mais trabalhar sem seguir estas normas”, afirma. Gorros, luvas, máscaras, lixo hospitalar, torneiras com pedaleira, entre outros itens, são usados rotineiramente na sede da APCD, onde o reforço da importância destes acessórios como indispensáveis à segurança do paciente é feito diariamente. Além disso, Sílvio Hueb conta que estão em plena campanha junto à Prefeitura para conseguir que o recolhimento do lixo hospitalar seja feito de maneira diferenciada. Segundo ele, a Vigilância Sanitária é o órgão responsável pela fiscalização de clínicas e consultórios, a fim de constatar a eficiente utilização dos equipamentos de segurança.


Cuidados no consultório:

>> Luvas de borracha
>> Máscara de proteção bucal e nasal
>> Torneiras com pedaleira
>> Lixeiras apropriadas para separar o lixo hospitalar do comum
>> Autoclaves para esterilização de materiais
>> Produtos descartáveis
>> Asseio e higiene no ambiente como um todo

Pesquisa aponta desconhecimento das medidas:
A consultora em biossegurança, Lusiane Camilo Borges, afirma que recentemente foi realizada uma extensa pesquisa sobre o grau de conhecimento e aplicação da biossegurança pelo cirurgião-dentista. Os resultados apresentados preocupam, já que a grande maioria mostrou desconhecimento sobre a abrangência de medidas de controle dos riscos biológicos a que são submetidos diariamente. Em países desenvolvidos, o cirurgião-dentista é considerado o “médico da boca”, assim como o pediatra é o médico da criança e o cardiologista do coração. Ele segue sua carreira sempre se especializando e desenvolvendo técnicas para prestar serviços cada vez melhor. Porém, nunca deve se esquecer da saúde de seu paciente como um todo, dos riscos de contaminação e infecção aos quais o mesmo pode estar submetido. A verdade é que o trabalho é uma via de mão dupla e, se médico e paciente fizerem seu papel, não haverá razões para maiores preocupações.

Segundo Lusiane Borges, está comprovado que o paciente atendido em condições de proteção biológica, conscientizado pelo profissional dos riscos de contaminação e infecção, jamais se submeterá a um atendimento diferente. Ele, inclusive, se tornará um paciente fiel, que trará outros para o consultório. O empresário Edivaldo dos Santos Amancio, 34 anos, conta que há muitos anos trata com o mesmo dentista e cada vez que viaja e precisa procurar outro profissional sente dificuldades de adaptação. “Procuro estar sempre em dia com o meu tratamento para não ter de enfrentar qualquer dificuldade fora da minha cidade. Acostumei com o meu dentista e nunca me passa pela cabeça procurar outro, pois as condições de limpeza e a preocupação em utilizar material esterilizado é algo impressionante”, diz. A biomédica Lusiane Borges, afirma que a biossegurança é um caminho sem volta e depende de uma mudança de atitude profissional que beneficia a todos: paciente, equipe odontológica e principalmente o cirurgião-dentista, que além de se proteger biologicamente dá um diferencial à sua clínica.

Fonte

domingo, 15 de agosto de 2010

Conheça os benefícios e malefícios do chocolate

Altamente calórico, o chocolate é o vilão das dietas, mas pode ser consumido com moderação por pessoas saudáveis. Nutritivo, contém vitaminas e sais minerais, além de alto teor de flavonóides - antioxidantes que podem ajudar a reduzir os riscos de doenças cardiovasculares - e de substâncias precursoras da serotonina - responsável pela sensação de prazer e bem-estar.




Abaixo opiniões de 17 profissionais da indústria de chocolate e das áreas de dermatologia, endocrinologia, nutrição, otorrinolaringologia, pediatria e psiquiatria.

1. Chocolate faz bem para a saúde?
Alguns estudos, não conclusivos, dizem que os antioxidantes presentes no chocolate amargo combatem os radicais livres, retardando, assim, o envelhecimento, e ajudam a diminuir os níveis de LDL (o mau colesterol) no sangue. Ele contém vitaminas --A, B, C, D e E-- e sais minerais, como o ferro e o fósforo. De qualquer modo, por ser altamente calórico, deve ser consumido com moderação inclusive por pessoas saudáveis. O chocolate ao leite e o branco são os menos recomendados, devido às gorduras saturadas presentes no leite.

2. Qual é a quantidade recomendada por dia?
A Organização Mundial de Saúde não recomenda o consumo de nenhum tipo de doce. Para quem não resiste, o importante é não ultrapassar o limite diário de até 50 gramas, em função dos altos teores de açúcar e gordura.

3. Qual é o mais e o menos calórico?
O chocolate amargo e o ao leite têm praticamente as mesmas calorias.

4. O "diet" engorda? E o "light"?
Como não tem açúcar na composição, o teor de gordura do "diet" precisa ser maior, para garantir a mesma consistência. Em alguns casos, ele chega a ser mais calórico que o chocolate comum, por isso é indicado apenas para diabéticos, não para pessoas com restrição calórica. Já os "light" têm menos gordura e, por isso, menos calorias.

5. Quem não deve comer chocolate de jeito nenhum?
Pessoas sensíveis podem ter enxaqueca provocada por alergias ou devido à ação de substâncias vasodilatadoras presentes no chocolate, além de irritações na pele, no estômago e na mucosa intestinal. A tosse pode ocorrer como manifestação alérgica, embora não seja comum. A diarréia pode ser causada pelo consumo excessivo, devido ao alto teor de gordura, razão pela qual pessoas com problemas no fígado devem evitá-lo. Estima-se também que de 10% a 15% das pessoas com doenças labirínticas tenham problemas com o metabolismo de açúcar.

6. E as crianças? A partir de que idade o consumo de chocolate é liberado?
Ele deve ser desestimulado em qualquer idade, devido ao alto teor de açúcar e gordura. Quanto mais cedo a criança começar a comer chocolate, pior. No primeiro ano de vida, as chances de intolerância à lactose (açúcar encontrado no leite animal) são maiores.

7. Qual o é o efeito dele na pele? Dá espinha? E dos cosméticos à base de chocolate?
Nenhum estudo científico comprova a relação entre o consumo de chocolate e o surgimento de espinhas. Alguns dermatologistas, no entanto, afirmam que pacientes com propensão à acne relatam piora após a ingestão exagerada de chocolate. Já os efeitos de cosméticos e tratamentos para a pele à base de chocolate, disponíveis desde a Antigüidade, são duvidosos. O óleo do cacau hidrata a pele apenas superficialmente, podendo ser usado em peles ressecadas ou envelhecidas, embora existam produtos mais eficazes.

8. Chocolate pode causar dependência?
Sim. Ele contém três substâncias que podem provocá-la: a teobromina, a cafeína e a feniletiamina. Para ser caracterizada como dependente, a pessoa precisa consumir chocolate para se sentir bem ou ter sintomas depressivos quando fica muito tempo sem comê-lo. Geralmente, o problema afeta os indivíduos angustiados e os ansiosos.

9. Como são os chocolates especiais para pessoas alérgicas à lactose e ao glúten?
A maioria dos produtos voltados a pessoas com intolerância à lactose utiliza o leite de soja no lugar do leite de origem animal. Como alternativa, existe o chocolate amargo, que não leva leite na sua composição. Já as pessoas com intolerância ao glúten devem consultar as informações no rótulo do produto para se certificar que o recheio ou os outros ingredientes são livres da substância. Chocolate puro não contém glúten.

10. Por que, ao comê-lo, sentimos melhora de humor e alívio no estresse?
Porque ele contém substâncias que estimulam a produção de serotonina, um neurotransmissor que ajuda a combater a depressão e a ansiedade, além de estimular os centros de prazer e de bem-estar.

11. Chocolate é afrodisíaco?
Dessa crença popular, difundida há séculos, o que se sabe é que ele estabiliza neurotransmissores relacionados a sensações prazerosas, como a dopamina e a serotonina, e favorece a liberação de endorfinas e encefalinas que produzem o prazer.

12. Qual é o prazo de validade de um chocolate? Ele dá algum sinal de que está impróprio para o consumo?
Em seis meses, ele começa a perder o sabor e o aroma, mas pode durar até um ano. Quando é submetido ao calor excessivo, a sua gordura sobe à superfície: o chocolate fica manchado, mas não significa que está estragado.

13. Por que se diz que os chocolates belgas, franceses, suíços e venezuelanos são tão superiores aos brasileiros?
Países europeus, como Bélgica e Suíça, não plantam o cacau que utilizam. Sua fama de fazer bons chocolates decorre dos grãos utilizados, da tecnologia empregada e da tradição --os suíços foram os primeiros a fabricar chocolates ao leite, e os belgas lideram o mercado de produtos voltados a profissionais. Na Venezuela, o grão de cacau é superior ao brasileiro, considerado ácido por alguns.

14. Assim como ocorre com o café e o vinho, as características do chocolate podem variar de acordo com o tipo de solo e de clima?
Sim. A quantidade de calor, de umidade, o tipo de solo e a variedade do grão interferem na qualidade do cacau. Assim como acontece com as uvas, uma pequena variação ou um declive do solo pode alterar o aroma, a textura e o sabor do fruto que dará origem ao chocolate. Quando ele é produzido com grãos de uma região específica, é chamado de chocolate de origem. Os grãos cultivados na América costumam ter um sabor mais marcante de frutas, ervas e flores, dependendo da região.

15. Os chocolates com mais cacau são os melhores?
O conceito é relativo, já que depende do gosto pessoal. Mas, quanto maior a quantidade de cacau, menor a de outros ingredientes que mascaram o seu sabor. Para um chocolate derreter facilmente na boca, a quantidade de manteiga de cacau é determinante, porque seu ponto de fusão é a temperatura do corpo humano: quando entra em contato com o calor da boca, o chocolate derrete.

Fonte: Folha Online

sábado, 14 de agosto de 2010

2ª Dose Vacinação Infantil

2ª etapa de vacinação contra a pólio acontece dia 14 de agosto em todo o Brasil
Ministério da Saúde convoca pais e responsáveis para levarem crianças menores de cinco anos para tomar a segunda dose. Mais de 115 mil postos de saúde em todo o país oferecerão a vacina.


Para informações sobre locais de vacinação e horários de funcionamento dos postos, os pais devem procurar a Secretaria de Saúde do seu município. “É a imunização que garante a não circulação do vírus selvagem da poliomielite no país. Por isso, é tão importante vacinar as crianças nas duas etapas da campanha”, explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carmem Osterno.

BRASIL SEM PÓLIO – A estratégia adotada pelo Brasil, de realizar campanhas nacionais anuais, divididas em duas etapas, com intervalo de dois meses entre as doses, contribuiu para que o país eliminasse o vírus da poliomielite. Desde 1989, não são registrados casos da doença em território nacional. Em 1994, o Brasil recebeu da Organização Mundial de Saúde (OMS) a certificação internacional de erradicação da transmissão da poliomielite.

Fonte: Ministério da Saúde

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Sexta-feira 13 é um dia de fobias para muitas pessoas

Hoje é sexta-feira 13. Esta data é considerada por muitos um dia de azar. Há quem acredite, por exemplo, que convidar 13 pessoas para jantar é uma desgraça porque na última Ceia sentaram-se à mesa precisamente 13 pessoas.



Mulheres morrem mais na sexta-feira 13


Pode parecer bruxaria, mas uma análise realizada na Finlândia sobre os acidentes na estrada, revelou que as mulheres podem estar mais propensas a morrer devido a acidentes de trânsito em sextas-feiras dia 13 do que em outras sextas.

Stuart A. Vyse, da Faculdade de Connecticut, em New London, alertou que a razão do aumento nas mortes entre as mulheres não pode ser atribuída ao fato de que a sexta-feira 13, segundo a superstição, é um dia de azar.Segundo a pesquisa, estudos anteriores já tinham demonstraram que as mulheres tendem a ser mais supersticiosas do que os homens. E a superstição de que algo de mau vai acontecer nesse dia pode criar ansiedade em algumas mulheres, prejudicando a habilidade da condução e levando ao que mais temem que possa acontecer.


Nayha analisou arquivos nacionais que catalogavam o dia em que as pessoas morreram e a causa de morte para sextas-feiras, entre 1971 e 1997. Descobriu então que as mortes entre os homens não pareceram aumentar no dia 13 em comparação com outras sextas-feiras. Mas, para as mulheres, o risco de morte no trânsito foi 63% maior nesses supostos dias de azar em comparação com as outras sextas-feiras.

Algumas superstições parecem inofensivas - como acreditar que um trevo de quatro folhas ou uma estrela cadente trazem sorte segundo Vyse. Mas aquelas que sugerem mal ou azar podem ter consequências desastrosas, como indica o estudo.


A melhor forma de impedir que as pessoas criem uma profecia nos dias de azar é não passar essas superstições aos outros e tentar demover quem já acredita nisso, segundo Vyse.

Crendice
Tudo indica que essa crendice vem de duas lendas da mitologia nórdica. De acordo com a primeira das lendas sobre a sexta-feira 13, houve, no Valhalla – a morada celestial das divindades –, um banquete para 12 convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga em que morreu Balder, o favorito dos deuses.

Instituiu-se, então, a superstição de que convidar 13 pessoas para jantar era desgraça na certa e esse número ficou marcado como símbolo do azar. A segunda lenda é protagonizada pela deusa do amor e da beleza, Friga, cujo nome deu origem às palavras friadagr e friday, “sexta-feira” em escandinavo e inglês. Quando as tribos nórdicas se converteram ao cristianismo, a personagem foi transformada em uma bruxa exilada no alto de uma montanha.

Para se vingar, Friga passou a reunir-se, todas as sextas-feiras, com outras 11 feiticeiras, mais o próprio Satanás, num total de 13 participantes, para rogar pragas sobre a humanidade. Da Escandinávia, a superstição espalhou-se por toda a Europa, reforçada pelo relato bíblico da Última Ceia, quando havia 13 pessoas à mesa, na véspera da crucificação de Cristo – que aconteceu numa sexta-feira.

No Antigo Testamento judaico, inclusive, a sexta-feira já era um dia problemático desde os primeiros seres humanos. Eva teria oferecido a maçã a Adão numa sexta-feira e o grande dilúvio teria começado no mesmo dia da semana.


Fontes Mundo Estranho e Alert

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Longe do Mau Hálito

3 em cada 10 brasileiros têm, já tiveram ou terão alterações significativas no odor que sai da boca. Para não sofrer com o problema, os especialistas recomendam: o diagnóstico mais eficaz é sempre o nariz do outro.




Os estressados têm agora mais um motivo para se preocupar. Além do alto risco de sofrerem com problemas como hipertensão, gastrite, dor de cabeça, tensões musculares e até mesmo infarto, pesquisas recentes indicam que eles são fortes candidatos a terem mau hálito. É fácil entender o motivo: o nervosismo e a irritação constantes diminuem a produção de saliva, reduzindo a higiene e desequilibrando a flora bucal. "A halitose é sinal de um desequilíbrio orgânico", explica Luciana Sassa Marocchio, dentista e patologista bucal, membro da Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas dos Odores da Boca (ABPO).
Segundo dados dessa mesma associação, o problema atinge 51 milhões de brasileiros (de todas as idades). Ou seja, cerca de 30% da população tem, já teve ou terá alterações significativas em seu hálito. E os números não param por aí. No último congresso da International Society for Breath Odor Research (ISBOR), ocorrido em 2007, na cidade de Chicago, EUA, divulgou-se que entre 50 milhões e 80 milhões de americanos sofrem de mau hálito e, por isso, gastam anualmente mais de 2 bilhões de dólares em produtos para melhorar o mau cheiro.

Entre inúmeras causas

Hoje, são conhecidas mais de 60 possíveis causas que podem levar à halitose. É comum gue uma mesma pessoa apresente três ou mais causas associadas. Porém a maioria dos casos tem origem dentro da boca: "Está provado que cerca de 95% dos casos estão relacionados ao desequilíbrio na cavidade oral. Desse total, uma em cada três halitoses crônicas estão ligadas às doenças periodontais", explica Eduardo Pedrazza Dutra, cirurgião dentista, especialista em periodontia e halitose, e membro da ABPO.
Além das periodontites, a saburra lingual, a descamação do epitélio bucal, as cáries, sangue e saliva fazem parte do conjunto de fatores responsáveis em maior ou menor parte pela formação do mau hálito. Já os problemas relacionados às vias aéreas superiores, como sinusites, amidalites e adenóide respondem apenas a 2% das causas.

Ataque invisível

Algumas espécies de bactérias anaeróbicas e proteolíticas(quemetabolizam as proteínas) como a Treponema denticola, Porphyromonas gingivalis e Prevotella intermédia vivem naturalmente na cavidade bucal. Uma de suas funções é decompor as proteínas existentes na boca, ricas em aminoácidos que contêm enxofre (como restos de alimentos, saliva, sangue e células epiteliais), e dar origem a compostos sulfurosos (gases de enxofre) que se dissolvem na saliva, causando apenas um leve odor.
Porém, quando há um desequilíbrio bucal, como o aumento dessas e de outras bactérias anaeróbicas presentes nos sulcos gengivais ou na superfície da língua, a existência de doença periodontal ou a diminuição de saliva (xerostomia), esse gases se vaporizam e o mau hálito fica evidente.

Prejuízos sociais

Os especialistas enfatizam que esse é um problema de suma importância, principalmente por causa das implicações psicológicas que trazem aos portadores. A pessoa que sofre de mau hálito, em geral, torna-se insegura ao aproximar-se dos outros, o que pode levar a um comportamento retraído.
Outra guestão importante é social, pois frequentemente a halitose causa situações embaraçosas quando seu portador fala em público ou numa reunião de trabalho, o que acaba por limitar sua atuação profissional. E dificilmente a pessoa que tem o problema percebe seu próprio hálito. Isso acontece por uma questão de aclimatação. Quando somos expostos a um tipo de odor, seja ele bom ou ruim, em pouco tempo nos acostumamos ao cheiro e deixamos de senti-lo. O processo é conhecido como fadiga olfatória.

RAZÃO PARA O DIVORCIO



Há milênios, a halitose atinge povos de todas as culturas e raças. Gregos e romanos deixaram registros sobre o assunto. Tanto na Bíblia cristã como no Alcorão mulçumano há referências a ela. Ensinamentos da liturgia judaica, existentes há dois mil anos, afirmam que o homem que se casasse com uma mulher e descobrisse logo após o casamento que ela tinha halitose poderia se divorciar sumariamente, sem precisar cumprir as cláusulas contratuais. Apesar da má fama, a halitose conseguiu inspirar até William Shakespeare, considerado o maior dramaturgo da literatura ocidental. No ato 5, cena 2 da peça Muito barulho por nada, o personagem garante: "...vento fétido é apenas hálito fétido e nauseante. Portanto, vou partir sem ser beijado". Entretanto, além de ser antigo e trágico, o mau hálito, que ainda hoje afeta 40% da população mundial, sempre foi considerado uma espécie de tabu. Tanto é que os estudos sobre o problema começaram a se intensificar a partir da década de 1990. Hoje, existem especialistas dedicados apenas a cuidar dos pacientes com halitose.

OS CAUSADORES (E ALGUNS MITOS)




FALTA DE SALIVA: "Durante o sono, existe uma diminuição natural de saliva, o que reduz as defesas da boca. Soma-se a esse fator a contínua decomposição intrabucal de proteínas e teremos a explicação para o mau hálito quando se acorda", diz o cirurqião dentista Eduardo Pedrazza Dutra. Esse tipo de halitose não requer uma atenção especial, até porque a ingestão de um alimento ou de líquido faz desaparecer o odor matinal. Entretanto, a diminuição de saliva pode ter outros motivos. Um deles é o estresse, que provoca alterações emocionais como nervosismo, ansiedade ou depressão. Outra causa é o uso de medicações. Segundo estudos, existem mais de 400 medicamentos, entre eles os antidepressivos, antialérgicos, anti-hipertensivos, anorexígenos, agente cardíacos, tranquilizantes e descongestionantes, entre outros, que alteram a saliva.
SABURRA LINGUAL: o dorso da língua, uma superfície extensa e rugosa, é um importante hospedeiro para produtos que podem causar o mau hálito. Dessa maneira, células descamadas, restos de alimentos e micro-organismos acumulam-se em cima da língua formando uma espécie de película esbranquiçada que é decomposta pelas bactérias anaeróbicas, dando origem aos gases malcheirosos. Segundo pesquisas, quase 90% dos casos de halitose estão relacionados à formação da saburra lingual. Até porque a diminuição de saliva, outro fator desencadeante, também favorece a formação da saburra.
DOENÇAS PERIODONTAIS: quando há inflamação no sulco gengival, espaço milimétrico que existe entre o dente e a parte interna da gengiva, começa a formação de um exudato (líquido) inflamatório que contém células descamativas e substâncias produzidas pelos micro-organismos da placa bacteriana que dão origem os gases sulfurosos. Também há de se levar em consideração que existe seis vezes mais saburra lingual em pacientes com periodontites em comparação aos que não apresentam o problema.
AMIDALAS: podem aparecer nesses órgãos de proteção, situados na parte posterior da garganta, alguns pontos amarelados muito confundidos com pus. Na verdade, esses pontos são uma massa amarelada, o caseum, composta de restos alimentares, saliva e bactérias. Não provoca infecção, mas causa mau hálito.
ESTÔMAGO: problemas no sistema digestório, como a gastrite, muitas vezes são considerados responsáveis pelo mau hálito. Mas isso não é verdadeiro. Do estômago, só virá hálito ruim nos casos de vômitos, e mesmo assim será passageiro. "Hoje, existe uma suspeita de que ocorra justamente o contrário. Ou seja, a halitose pode ser um dos fatores que levem a uma gastrite. Isso porque a bactéria Helicobacter pylori, causadora da inflamação na mucosa do estômago, encontra-se também na cavidade bucal", diz Pedrazza.
FALTA DE LIMPEZA NOS DENTES: embora a má higiene seja um dos vilões mais citados, essa declaração nem sempre corresponde à verdade: "Fatores como o estresse, por exemplo, podem originar um desequilíbrio de tal ordem na cavidade oral que provoca o mau hálito, mesmo em pacientes que apresentam uma boa higiene oral", relata a dentista Luciana Sassa Marocchio.
OUTROS CULPADOS: a halitose não é uma doença propriamente dita, mas um sinal de alterações orgânicas na boca ou nas vias respiratórias. E ela pode ser também um sintoma de problemas sistêmicos, como diabetes ou insuficiência renal crônica. Cada uma delas produz um tipo de hálito diferente: "O diabético pode apresentar um hálito cetônico, ou seja, com cheiro de cetona", diz Pedrazza. A cetona, substância volátil de forte odor, também é liberada nas crises de hipoglicemia. Por isso, as pessoas que se submetem a regimes (ou ficam longos períodos sem se alimentar) exalam esse odor. O fumo, o uso de drogas e de bebidas alcoólicas e a utilização de soluções para bochecho com álcool são outros fatores que comprometem o hálito.

Medidor de odores bucais


O diagnóstico é feito com a ajuda da história clínica do paciente e da constatação (olfativa) do mau cheiro característico. A partir daí, o dentista começa a investigação inicial, o que inclui um exame detalhado da boca, da língua, dos dentes e do periodonto. Ele também avalia se a higienização do paciente está correta, se há presença de placa bacteriana, que dá origem às cáries, gengivites e periodontites. Outro procedimento é detectar a saburra lingual, a maior responsável pelo mau cheiro. Depois de achadas (ou não) as causas locais, o especialista também não deve descartar exames que possam detectar doenças como o diabetes, problemas hepáticos ou renais, se o histórico do paciente revelar algum problema nesse sentido.
Hoje já existem métodos complementares que auxiliam o diagnóstico, como a sialometria (medida do fluxo salivar) e a halimetria. Esta última é realizada por um aparelho portátil que mede, em partículas por bilhão, a quantidade dos compostos sulfurados vaporizados, presentes na boca. O halímetro, como é chamado, permite uma avaliação da gravidade do problema, além do acompanhamento da evolução do tratamento e do diagnóstico de pacientes com halitose psicogênica. Esta é a sensação que algumas pessoas têm de serem portadoras de mau hálito, quando, na verdade, ele não está presente. Em geral, a halitose psicogênica é provocada por problemas emocionais, desde uma tendência a exagerar as reações naturais do corpo até quadros severos de doença mentais, como a esquizofrenia.

Tratamento eficaz

O plano de tratamento varia de paciente para paciente, de acordo com as causas que afetam o seu hálito.
Mas, antes de tudo, é necessário que o paciente se conscientize que grande parte do sucesso do tratamento depende dele, até porque, muitas vezes, será preciso intervir em hábitos como parar de fumar ou comer em horas certas, mudanças que nem sempre são bem aceitas.
Depois de definido o diagnóstico,o especialista começa o tratamento específico para cada caso. Os eventuais problemas odontológicos, como cáries e doenças periodontais, devem ser tratados o mais rápido possível. O paciente também precisa ser orientado quanto a maneira correta de higienizar seus dentes e toda a mucosa da boca. Além disso os especialistas dão uma atenção especial à limpeza da língua, com limpadores adequados para esse fim. Muitas vezes o dentista trabalha em conjunto com o médico, seja ele clínico geral, otorrinolaringologista ou gastroenterologista, profissionais de extrema importância para que se consiga o equilíbrio orgânico necessário e para que o tratamento tenha sucesso.
Depois de todas as orientações fornecidas e eventuais medicamentos receitados pelo especialista, o tratamento leva cerca de 60 dias, quando o paciente é reavaliado para saber se houve melhora das taxas de medição do odor bucal.

Medidas Preventivas

Alguns cuidados simples podem ajudar você a manter um hálito saudável por todo o tempo:
•Faça pequenas refeições a cada três horas para não ficar de estômago vazio.
•Evite alimentos que provocam o ressecamento bucal como os muito salgados, quentes ou condimentados.
•Não exagere no consumo de alimentos com odor carregado ou contendo enxofre em sua composição, como alho, cebola, picles, repolho, couve, brócolis. Gorduras, frituras e bebidas como café, refrigerantes tipo "cola", achocolatados, alimentos ricos em proteínas (carne vermelha, leite e derivados), entre outros, devem ser evitados.
•Evite álcool e fumo em excesso.
•Tome bastante água para a produção de saliva.
•Realize higiene bucal adequada, incluindo limpeza da língua, seguindo as recomendações do seu dentista.
•Visite o profissional a cada seis meses, prevenindo assim problemas dentários e gengivais.



Fonte: Revista Viva Saúde - Fevereiro de 2009

Preguiça é doença, afirmam especialistas


Render-se à preguiça pode ser algo muito mais grave do que se pensa. Isso porque especialistas começaram a tratar os preguiçosos como doentes que precisam de tratamento. Especialistas advertem para o círculo vicioso que se segue ao comportamento sedentário: a falta de atividades físicas favorece a obesidade, que é responsável por desencadear uma série de doenças graves, como hipertensão e diabetes.

"Nós propomos que a inatividade física talvez deva ser considerada também uma doença", salientam os médicos Richard Weiler e Emmanuel Stamatakis, da Universidade de Londres, responsáveis pelo estudo publicado no British Journal of Sports Medicine.

Segundo Weiler, especialista em medicina esportiva, os médicos precisam promover o bem-estar por meio da prática de exercícios, como forma de tratar a preguiça de seus pacientes, o que evitaria custos astronômicos da saúde pública. "Muito dinheiro é gasto no tratamento dos sintomas da falta de atividades físicas - obesidade, diabetes, hipertensão e doenças cardíacas - mas não se trata a raiz do problema", salienta, enfatizando que as pessoas deveriam "encarar os fatos e assumir a responsabilidade" por sua própria saúde.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/a-preguica-e-uma-doenca-dizem-especialistas

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Hoje é o dia do estudante. Afinal, estudar vai te transformar em uma pessoa inteligente?

 



A ciência ainda não encontrou respostas chaves que consigam definir o que torna uma pessoa um gênio. Porém, há indícios de que a inteligência (ou a falta dela) é uma combinação da herança genética com o conhecimento adquirido em vida. Ou seja, provavelmente você vai ser muito mais esperto quando já estiver bem velhinho.

Mas, depois de anos acreditando-se que o raciocínio lógico (definido em testes de QI) era o melhor indicador da genialidade, atualmente há correntes defendendo a existência de inteligências múltiplas. Nessa visão, cada parte do cérebro desenvolve habilidades específicas, possibilitando, por exemplo, que alguém seja muito bom em português, mas péssimo em matemática.

Fonte

Qual o melhor creme dental?

Uma pergunta comum formulada pelos pacientes logo na primeira consulta odontológica é:
QUAL É O MELHOR CREME DENTAL?


Creme dental, pasta de dente, dentifrício ou gel dental, são denominações de um produto usado na higienização dos dentes e muito conhecido por todos nós.
Sabemos da dificuldade na escolha de um creme dental diante de tantas ofertas contidas nas prateleiras dos supermercados.
Produtos são desenvolvidos com sabores, cores e características diferentes, tutti-frutti, menta, e hortelã, brancos, verdes e vermelhos são os mais comuns. Aparecem também sabores exóticos como albricoque, canela, chiclete e sabores mágicos como Shrek, Barbie e Cocoricó. Todos existem para que a indústria farmacêutica possa ganhar uma fatia maior de um mercado promissor e o gosto do consumidor.
Milhões de dólares são gastos na mídia para conseguir gravar fortemente em nosso inconsciente que a escavação dos dentes perfeita necessita de um creme dental sabor refrescante, mágico. Mas essa sensação não é sinônimo de limpeza.
Além dos sabores, acrescentam flúor, substancia antimicrobiana, bicarbonato de sódio, branqueadores, dessensibilizantes, fitoterápicos, antiinflamatórios e antibióticos dando características diferentes para cada produto, tornando-os um produto medicamentoso, perigoso para saúde.
Os estudos mostram que, em um estado normal de saúde, os cremes dentais devem agir somente como substância saponácea, ou seja, como um sabão. Quando necessitamos de uma ação mais específica em estado de doença, eles entram como medicamentos, devendo ser interrompidos assim que a doença desapareça.
O ideal, numa condição normal de saúde, é realizar a higienização com produto neutro, a atenção deve estar voltada na quantidade do creme dental colocado sobre a escova, pequena porção é o ideal, apenas uma gota, dando melhor visibilidade. Quanto menor a quantidade melhor o resultado final.

Fonte: http://blog.multprev.com.br/2008/07/08/creme-dental/

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Xixi: uma aventura feminina

Toda mulher conhece o drama de fazer xixi em banheiros públicos: lugares imundos e apavorantes que fazem com que a gente crie técnicas especiais e soluções mirabolantes para sair ilesa dessa aventura.



Imagine que você está naquele bar, rodeada de papos e chopes e, de repente, não mais que de repente, vem aquela vontade inevitável e quase incontrolável de fazer xixi.

Aí, começa a aventura: desde pequena, toda mulher é condicionada a desbravar banheiros públicos, obscuros, em posições semi-acrobáticas, incorporando uma mistura de Ana Botafogo e Indiana Jones – que aliás, por sorte, faz xixi de pé. Pois é, para mulher, fazer xixi, uma simples necessidade fisiológica, é quase uma arte.

"Os homens não fazem idéia do que é ter que segurar a bolsa com a boca, se equilibrar em posição de agachamento – o que é quase uma ginástica —, se preocupar em não arrastar a barra da calça no chão e, ainda, desenvolver uma técnica especial para apertar o botão da descarga com o pé, afinal esses banheiros são sempre imundos e tenebrosos", protesta a dentista Sheila Machado. A estudante Alana Arruda endossa o coro das descontentes. "Não é uma coisa tão simples, não é só fazer xixi. A gente nem sabe o que pode acontecer lá dentro. É quase uma expedição", diz.




Para fugir do tormento e não usar o amedrontaste banheiro da rodoviária de São Paulo, a jornalista Célia Ribeiro preferiu segurar mais um pouquinho e fazer o seu xixi no sossego de casa. Mas o metrô demorou um pouquinho além da conta e... "Dentro do trem já comecei a sentir um aperto muito grande", lembra. "De repente, pensei comigo: 'não vou conseguir fazer mais nada, estou paralisada'. Só pensava em fazer o meu xixi. Virei para a senhora que estava sentada do meu lado e disse: 'levanta!". Ela perguntou porquê e eu só respondia, cada vez mais desesperada: 'levanta!'. Ela levantou e eu comecei a fazer xixi ali mesmo. Foi terrível, ficou tudo empoçado no banco, mas eu estava quase explodindo", confessa, envergonhada.

"Os banheiros de estrada são os piores", afirma a publicitária Fabiana Ribeiro. E eles pecam não só pela limpeza: "Uma vez, voltando de viagem, parei em um posto de gasolina para fazer xixi. Mas o banheiro estava tão sujo e o cheiro tão insuportável que eu nem consegui entrar. Decidi segurar mais um pouquinho para ir ao posto seguinte. Mas tiveram o mau gosto de colocar uma imagem de São Sebastião dentro do banheiro! Eu, sentada na cabine, e aquele santo me olhando! Peguei papel, voltei pro carro, andei mais uns dez quilômetros, parei na estrada e fiz no acostamento mesmo", conta.

Para a artista plástica Fernanda Maia, sortudos são os homens, que só precisam abrir a braguilha e pronto. "É muito mais prático! Para nós, mulheres, não tem coisa pior. Principalmente depois de umas e outras, ter que se equilibrar para não sentar, ainda se preocupando em não se molhar toda é o que há de mais indigesto", diz. Em alguns lugares isso já não acontece. Por menos de R$ 1,00 qualquer mulher pode fazer xixi de pé. Sob o slogan "Para sua liberdade Total !",
o empresário Marcio Martinho idealizou o WomanFree, um cone de papel descartável com formato anatômico que permite à mulher fazer xixi de pé. O produto começou a ser testado, com sucesso, em banheiros femininos de São Paulo e, desde então, vem aliviando bexigas por todo o país. "Pagaria até mais para poder fazer xixi despreocupada", diz a estudante Bruna Nogueira.

A psicóloga Priscila Oliveira explica que, além dos fatores anatômicos, o lado cultural também é responsável por tanta dificuldade. "A mulher é sempre tida como mais frágil, não pode pegar doenças, não pode se expor. A mãe que leva a filha pequena ao banheiro age de maneira bem diferente da que age com o filho que, por ventura, acabe precisando se sentar. Com ele, a preocupação da mãe está mais ligada em apenas acompanhá-lo. Evidente que há a preocupação com a higiene, mas com a filha existe um ritual e um cuidado muito maior. Isso pode acabar imprimindo até mesmo um trauma".



A cineasta (nome mantido em sigilo) conta que foi exatamente uma situação traumática, assistida por ela, a fonte de inspiração para seu longa metragem "Mar de Rosas", de 1977. "Fazer xixi em público, seja moça, mulher ou menina, é o auge da contravenção!", diz. "Eu tinha uns doze anos e era bandeirante. Uma vez estava em Curitiba, em um acampamento internacional, e teve uma missa campal com o bispo e o governador do Paraná. Tinha uma menina que estava ao meu lado com o missal na mão e eu vi que ela estava meio tremendo. Comentei com uma amiga de infância que estava ao meu lado: 'acho que ela vai ter um treco'. A menina deu um passo a frente, largou o missal, ergueu a saia e fez xixi, na missa campal! Ela foi carregada para fora, uma coisa horrível. O governador viu, o bispo viu. Eu fiquei tão impressionada com aquilo que acabei me inspirando naquela menina para fazer um filme".

A publicitária Gisele Marques também se queixa de outros fatores angustiantes: "O pior é no frio, ter que tirar a roupa toda, meia-calça... Dá uma preguiça insuportável. Só vou quando não agüento mais". Mas o urologista Wagner de Avila alerta que prender o xixi por um longo período de tempo pode acarretar uma série de complicações, muito mais sérias do que qualquer medo de banheiro: "Desde retenção urinária (incapacidade de fazer xixi), dor ao urinar, cistites (inflamações e/ou infecção da bexiga) e até hematúria (urina com sangue)", explica ele. O melhor mesmo é enfrentar o problema. "É muito importante urinar no máximo a cada três horas, pois uma das funções mais importantes da bexiga é o esvaziamento, porque com ele acontece a limpeza das bactérias que, porventura, estejam poluindo o trato urinário ou a vulva", completa a urologista Sylvia Marzano.

O pavor é tanto que até mesmo lendas e mistérios cercam o universo feminino na hora de fazer xixi em lugares públicos. Maria da Penha Gomes, responsável pela manutenção do banheiro feminino do Mercadinho São José, um complexo de bares localizado no bairro de Laranjeiras, na zona sul do Rio, conta que já ouviu histórias dignas de filmes de terror. "Tem a história da mulher que entrou na cabine e nunca mais saiu. E também a da moça que foi se equilibrar para fazer xixi, caiu, quebrou o vaso e perdeu a virgindade. Mas isso tudo é história". Dona Penha conta ainda que costuma notar os hábitos de quem entra e sai do banheiro e afirma que, não raro, passam-se noites inteiras em que, apesar do movimento intenso do banheiro, nenhuma mulher se senta ao vaso. "Que no final das contas acabam ficando limpinhos!", comemora.

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